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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

SURPRESA GOSTOSA



Vivendo com muito prazer nossas fantasias, de forma segura e sempre dentro de nossas paredes, descobrimos por acaso, numa de nossas viagens, uma casa de swing um pouco diferente.

Nela podemos simplesmente conviver no ambiente, ver, conversar, sem necessariamente participar.

O ambiente de receptivo nada deve a uma boate ou a um snack bar. Vi muitos casais entrando, bebendo alguma coisa, conversando entre si e saindo. Neles eu percebi as mesmas dúvidas e incertezas, minhas e de minha mulher.

Até ali estávamos bem tranquilos. Nada parecia diferente de um happy hour. O garçom nos trouxe menu de bebidas, de petiscos e a meu pedido, uma gelada (Antarctica original). Desceu como uma luva para molhar a garganta e relaxar. Minha mulher sempre no Campari com soda. Percebi que uma das organizadoras da casa nos observava. Depois de um hora ouvindo música, trocando beijos, carícias e negociando nossa ansiedade de entender como aquele lugar funcionava, ela se aproximou.

Cláudia foi muito simpática. Tratava tudo muito profissionalmente. Com muito carinho e respeito nos perguntou se era nossa primeira vez dentro de uma casa de swing. Era aquele tipo de pergunta que já vem com resposta.

A partir daí, ela redobrou o cuidado conosco. Disse que entendia muito bem nossas dúvidas e preocupações. Repetiu que já havia introduzido muitos casais como nós naquela experiência. E que muitos se foram e muitos sempre retornam. Que alguns ainda voltam na perspectiva de conseguir vencer o medo, o mistério.

Nos explicou como eram os ambientes e como poderíamos circular por eles. Quais eram os códigos de segurança e respeito a individualidade. Resumindo, encontramos algo muito próximo de nossas fantasias. Como contei no conto “Teatro do sexo”, vivemos nosso swing no escuro, criando parceiros virtuais.

Nesta casa existe uma sala com várias camas baixas, bem próximas do solo, numeradas com leds que não iluminam ao redor. Podemos pagar pelo uso por hora e fazer sexo em pleno blackout. Com sorte, teríamos outros casais também ao nosso redor.

Muito excitante fazer sexo ouvindo outros gemendo e ofegando bem ao nosso lado. Mais uma vez perguntei quanto a segurança e fui tranquilizado. Existe a possibilidade de haver troca, mas esta deve ser mútua.

Depois de mais alguns drinks e uma boa dose de vodka pra expulsar o demônio, resolvemos entrar. Recebemos uma chave de armário, onde poderíamos deixar nossas roupas e docs. Muito engenhosa a arquitetura do lugar. Cada cubículo de troca dava acesso a uma pequena antesala, que após 10 segundos ficava escura e abria o acesso a grande sala. Tudo em nome do escuro total.

Só consegui ver o branco dos olhos de minha mulher. Mesmo isso foi por pouco tempo. Pequenas setas fluorescentes davam a dica do caminho. Já era possível ouvir algumas vozes ao redor. Encontramos nosso número de cama. Completamente nus e assustados ouvíamos nossa respiração e a de mais algumas pessoas. Passamos bem perto de um casal em pleno gozo. Foi demais. Fiquei completamente excitado. Minha mulher logo percebeu meu estado e como que por segurança, pegou meu pênis e manteve seguro com um bom aperto.

Cheguei a tropeçar no degrau de nossa cama, a 12. Foi bom poder deitar em nosso espaço.

Ficamos abraçados e quietos, ouvindo tudo que fosse possível. Aos poucos fui localizando as vozes mais próximas. Eduquei o ouvido e passei a me concentrar nas camas 11 e 13. Havia movimento de corpos e lençóis, mas sem vozes.

Afinal, eu estava ali para fazer sexo com minha mulher. Portanto, vamos nos divertir. Meu tesouro pequenino é um desenho de prazer. Basta eu começar a passar os dedos suavemente pelo seu pescoço, pelas suas costas, fazendo caminhos perversos que ela esquece onde está. Entra num plano diferente e responde com gemidos a cada incursão. Se não ouvíamos muito, iríamos ser ouvidos então.

Minha mulher parecia preocupada com alguma coisa. Não largava meu pênis, até que relaxou e se entregou aos meus carinhos. Aos poucos deixei minha mulher desarmada.

Eu conheço bem este ponto de controle. Quando ela começa a sentir prazer, fica em “alfa”. Faz tudo por instinto. Muito fêmea.

Achei estranho que ninguém usava o strobo para se mostrar um pouco. Resolvi apertar aquele botãozinho ao lado do led da cama. Aleatóriamente um flash disparava por cima da cama, deixando gravado nos olhos a forma daqueles corpos naquele exato momento. Sem chance de ver rostos. Muito rápido e intenso.

Enquanto desejava minha mulher, lambendo bem suavemente seu clitóris, queria mantê-la o máximo possível naquele clima de suspensão, notei que enfim outros decidiram se mostrar.

Minha primeira surpresa foi com o casal da 11, ao meu lado esquerdo. Pude notar no primeiro flash que os dois estavam se masturbando solitariamente, com os corpos virados para nós, como se estivessem nos dando as boas vindas. Incrível aquilo. Mais adiante vi outros flashs, mas estavam distantes.

Resolvi focar na 11 e participar da exibição. Coloquei minha mulher de quatro e fiz o que ela adora. Passei meu pênis bem devagar em toda sua bunda, passando com bastante calma pelo seu ânus e aquela zona de ninguém, até chegar a sua vagina e clitóris. Sobe e desce. Alguns flashes dispararam e vi que o casal nos olhava. Minha mulher estava muito ligada.

Ela me largou. No primeiro flash pude ver que estava de pé. Sabia que o flash mostraria seu belo corpo a aquele outro homem. Apertei mais uma vez o botão do flash, aumentando a freqüência. Ela subia e descia. Parecia querer excitar o outro. Sussurrou pra mim. (Ta gostando meu bem? Aquele homem ta me comendo com os olhos). No flash seguinte pude ver que isso era verdade. O casal apenas observava, a mulher sentada por sobre o homem, mas ambos virados para nós. Muito excitante. Levantei e comecei a acariciar minha mulher, passando a mãos pelos seios dela, apertando, acariciando meu pênis, deixando tudo bem a vista do casal.

O strobo provocava uma deliciosa sensação de impunidade. Coloquei minha mulher para me chupar. A palavra da vez era exibição. Um puta tesão fazer sexo para um público, mesmo que de somente duas pessoas. A atenção deles era total. Minha mulher fazia um completo serviço, lagarteando por baixo de mim, lambendo meu ânus, sugando minhas bolas e engolindo meu pênis. A frequência da luz dava total noção de nossas ações.

Resolvi ir adiante e coloquei minha mulher de quatro, começando a penetrá-la devagar, fazendo da arte de entrar e sair daquele buraco quente a coisa mais prazerosa do mundo. Já não me lembrava do casal. Havia algum tempo que minha concentração era toda para meu tesouro, que estava me levando ao clímax.

Minha mulher começou a gemer, ela se masturbava enquanto eu a penetrava cada vez mais rápido. O ritmo chegou ao limite. Explodi em gozo, estremecendo todo o corpo. Minha mulher continuou gozando por mais um bom tempo, com a cabeça e olhos voltados para o casal, que sorria para nós.

Despencamos na cama, procurando ar, o coração disparado. Aos poucos fomos recuperando o ritmo e a calma. Nossa platéia aplaudiu e iniciaram seu show. Este foi o acordo silencioso. Nós éramos a platéia agora.

Aquele homem tinha um pênis colossal e parece que tinha noção que minha mulher havia percebido. Ele gostava de se masturbar lentamente, levando a mão de cima abaixo, dando uma impressão de que aquele pênis não tinha fim. Senti que minha mulher estava concentrada. Sua mão apertava minha coxa, como que quisesse ajudar naquela tarefa. A mulher que parecia loira, aproveitou e lambia de lado, de forma a mostrar toda a extensão daquele pênis. Cheguei a achar que eles estavam colocando aquele produto a nosso serviço. Até acho que se eu tomasse a decisão, minha mulher pularia para aquela cama. Mas não aconteceu.

Ficamos ali saboreando aquele sexo. Eu já estava pronto novamente. Minha mulher aproveitou e sentou-se sobre meu pênis e subindo e descendo se mostrava para o casal. Não era a nossa vez. Segurei minha mulher, mantendo meu pênis dentro de sua vagina. Mas pude perceber o grau de excitação dela com aquele homem.

O casal continuou nos mostrando como se faz um sexo gostoso. Aquela loira era guerreira. Fazia aquele colosso sumir dentro dela. Toda penetrada, ela começou a se masturbar para nós. Quando gozou, parecia que vibrava.

Aí veio o melhor. Ela se virou e pediu que ela a penetrasse por trás. Foi alucinante.

Aquele peru enorme entrou suavemente naquele ânus receptivo. O sujeito não fez cerimônia. Entrava e saia com vontade. Minha mulher gozou por sobre meu pênis. Foi demais para ela. Podia sentir as contrações de sua vagina, toda acomodada ao meu redor.

Enfim, o que parecia um suplício para aquela mulher terminou numa gritaria de prazer. Puta que o pariu.

Loucura, loucura, loucura.

A esta altura eu bombava minha mulher, ainda sentada por sobre meu pênis. Gozei silenciosamente, sentindo um prazer enorme em ejacular profundamente naquela carne.

Depois de algum tempo calados, relaxamos na cama. Desliguei o strobo e ficamos ali quietos, tentando entender tudo aquilo.

Agora a surpresa maior.

Sem perceber, uma voz masculina, com sotaque francês falou:

Domingo, 21. Cama 11 novamente. Parecia bem próximo a nós.

Apertei o strobo novamente e pude perceber no primeiro flash que o casal da cama 11 se retirava. Aquilo foi um convite que eu levaria muito a sério por toda a semana.

Minha mulher estremeceu com aquela voz.

Senti uma certa calma ao saber que eram estrangeiros. Isso afastava algumas de minhas dúvidas sobre o perigo de se expor numa cidade tão grande, mas ao mesmo tempo pequena quando se quer manter privacidade.

Se voltarmos lá, conto pra vocês. Quem sabe damos um passo maior neste jogo.

Autor desconhecido

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