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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

MEUS TRÊS PAUS ...


Ela se achava tarada, pensava em pau todos os dias, manhã, tarde e noite. Andava pelas ruas olhando em direção ao homem quando percebia algo volumoso. Pensava nele duro, em movimento, em como o dono gemeria ao seu ouvido. Na praia, de óculos escuros, desnudava os paus passantes olhando detalhadamente o que na sunga ficava à mostra. Conseguia imaginar o sujeito nu, em pele e osso, de frente e imóvel para ela analisar, pegar e se apropriar daquela parte. Tinha como distração pensar em um, em dois, em três, em fila, um a um, sempre dispostos. Não conseguia parar de pensar. Queria conhecer as variações, especializar-se em “paus duros”, o que nunca conseguiria, mas também não achava impossível, até suspeitava ter alguns soltos por aí a sua espera.

Tarada, era também caseira e consciente que não experimentaria tantos outros, caso persistisse naquela rotina. E apesar da preguiça que tinha de sair para paquerar, caçar e ser a caça, um dia aconteceu. Dançava com as colegas numa boate após alguns drinks. Soltinha na pista, vestida adequadamente a quem pretendia seduzir, procurava por um olhar que a estimulasse continuar ali dançando, com aquele salto infernal e aquela calcinha enfiada.

E nada, nadinha.

Com pouco humor e autoestima alterada, retornou à mesa concentrando-se na distração preferida. Avistou um debaixo da mesa e fixou o olhar. Que volumoso! Pensou. Mordeu os lábios e continuou olhando como se usasse óculos escuros quando, uma mão pegando aquilo tudo, meio que juntando, abriu a braguilha e colocou para fora, sem piedade e vergonha. Homem não nasce mesmo com pudor.

Como não conseguia se decidir entre; levantar os olhos, desviar o olhar ou continuar olhando, continuou olhando. Ele apertava, esfregava, rodava, apontava para ela, deixando-a ao ponto de também querer tirar sua calcinha ali mesmo e se exibir. Imóvel estava quando veio uma colega chamá-la para ir ao WC. Totalmente contrariada, não meio ou um pouco, levantou e foi. Nem esperou, saiu logo para procurar o senhor do volume, não restava nem a sombra dele.

Bebeu mais, dançou mais e parou de procurar (não é quando paramos de procurar que encontramos?) Então, finalmente, na hora certa, no momento certo, da forma certa, um homem se aproximou. Manso e sedutor, convidou-a para sair dali, e, é claro, lá se foi ela. A mulher não pode vacilar a vida toda, em algum momento ela é.

Chegaram. De forma prática e sem formalidades foram direto ao quarto. Ela, com jeito de quem praticava aquilo toda noite, deitou nua na cama esperando por ele, que, desculpando-se, pediu dois minutinhos e saiu.

E agora? Preparada para sua fantasia? E depois? E..? E..? Esquece.

Excitadíssima ela viu o estranho da boate voltando acompanhado de dois homens. Que demais! Ele adivinhou seu desejo de tripla penetração. E foi diretamente para o pau deles que lançou seu olhar indiscreto, permitindo o começo da orgia que ficaria latente em sua lembrança para o resto da vida.

Eles se revezaram nela entre sua boca, seu rabinho e sua boceta.

Eram deliciosos, safados, putos, não deram trégua ao corpo da mulher, que mesmo parecendo frágil, naquele momento, era o mais forte de todos. Recebia as investidas com prazer ávido. Chupava cada pau com vontade, muita vontade e saliva. Movia seu corpo como se fosse uma contorcionista. Fodia e gemia como se fosse o que tivesse de ser. Deu gostoso aos três até eles gozarem uma porra quente em partes do seu corpo que ela espalhou com orgulho. Ao final, jogada na cama, lambuzada, melada, satisfeita sexual e emocionalmente, não ficou nem um pouco assustada, somente suadinha...

Foi assim que despertou e naturalmente desceu suas mãos para enfiar três dedos na boceta, atrás e na boca, explodindo em gozo e ensopando com seu líquido o colchão onde a fantasia se auto-realizara.

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